sábado, 22 de Agosto de 2009

Amamentação: Dicas















- Informe-se e procure apoio de quem a possa encorajar.
- Siga o seu bebé, ele melhor do que ninguém sabe do que precisa.
- Confie em si e na sua intuição.
- Seja paciente e persistente.
- Mantenha a calma.
- Dedique-se ao seu bebé sem medo de o "estragar". Mantenha-o junto a si e deliciem-se os dois com o contacto pele com pele, sempre que possivel.

Não existem leites fracos: o leite materno é adaptado ás necessidades do bebé e protege-o das infecções. A confecção do leite varia com o decorrer da mamada, assim como o seu aspecto.
Alimentação: A mãe deve ter uma alimentação variada e equilibrada, podendo comer de tudo sem excessos. Se por acaso achar que determidado alimento fez mal ao bebé ou provocou alguma reacção, deve evita-lo.
Choro: Nem sempre que o bebé chora é por fome. Na sequencia da gravidez e parto, é importante manter um contacto intimo com o bebé. Aprenda a conhecer o seu bebé. Uma mãe calma, confiante e que responda rapidamente ao bebé é meio caminho andado para que o bebé se sinto mais calmo, feliz e chore menos.

A OMS (organização mundial d saúde) recomenda a amamentação exclusiva até aos 6 meses de idade, altura em que o bebé poderá começar a experimentar outros alimentos.

Sabia que a forma como o bebé pega na mama é fundamental para uma amamentação de sucesso?
1- posicione o bebé de frente para a mama, com a cabeça e corpo em linha. Apoie as nadegas do bebé. O bebé não deve torcer o pescoço para mamar.
2- Segure a mama com a mão em forma de "C".
3- Toque no lábio superior do bebé com o mamilo.
4- Direccione o mamilo para o palato (céu da boca) do bebé.
5- Espere até que a boca do bebé esteja bem aberta.
6- O bebé deve agarrar tanto o mamilo como a aréola. Deve a ficar a ver-se mais aréola em cima do que em baixo
Se mesmo assim estiver a doer, repita o processo. Para fazer o bebé largar a mama, não se esqueça de colocar o seu dedo entre o mamilo e a boca do bebé.

sábado, 8 de Agosto de 2009

Desconfortos normais da gravidez..


Respiração: Desde os primeiros meses de gravidez a respiração ficará mais rápida e cansa-se mais depressa, isto devido ao aumento de volume sanguineo para dar resposta á nova exigência de oxigénio do útero e do bebé.
É assim importante respirar adequadamente durante a a gravidez.
Exercicio: Numa posição á escolha comece por expirar, para tal, expire pela boca, recuando o umbigo de forma a comprimir um pouco o ventre e expulsar o ar lentamente. Relaxe o ventre de seguida e a inspiração decorrerá sozinha de forma reflexa. Repita 10 vezes e sempre que se sentir ofegante, cansada ou stressada.
Particularmente apartir do 6º mês, o feto em crescimento empurra o diafragma para cima, o que comprime a base dos seus pulmões. No termo da gravidez, o diafragma deslocou-se 4 cm ou mais, o que dificulta as inspirações profundas. A respiração fica curta e ao minimo esforço fica ofegante. É normal.
Circulação: Por vezes as grávidas desenvolvem uma anemia gravídica. Esta anemia é a causa fundamental da fadiga generalizada que surge logo no inicio da gestação. Mais uma vez esta fadiga é normal. Muitas vezes se recorre a um suplemento de ferro para estas situações, mas repousar e praticar uma actividade física é igualmente importante para obter um pouco mais de energia.
As alterações hormonais actuam sobre a circulação sanguinea, o que causa os incomodos inchaços, varizes nas pernas e até hemorróidas.
Para tal, tente evitar ficar muito tempo imóvel, de pé, ou sentada de pernas cruzadas. Quando deitada levante as pernas a um nível do coração para permitir um melhor retorno do sangue venoso.
Cãibras: Muitas mulhes sofrem de cãibras durante a gravidez. Acontecem geralmente de noite ou de manhã quando se espreguiça. Para prevenir, não aponte o pé para baixo, pratique alongamentos antes de dormir, caminhe um pouco ou tome um banho quente para prevenir cãibras nocturnas. Tente ingerir alimentos ricos em magnésio como por exemplo a banana. (tentando compensar com outros alimentos rico em fibras para evitar a obstipação)
Dores de costas: Para prevenir as dores de costas deverá antes de tudo adoptar e manter uma postura correcta. Deverá assim estar permanentemente atenta á posição do seu corpo.
De pé: endireite-se, empurre os ombros para trás, mantendo o queixo e a cabeça no horizonte.
Levantar objectos: flicta os joelhos e estique as nadégas para trás, mantendo as costas direitas. Evite sempre que possivel inclinar-se para a frente.
A gravidez é um período ideal para adoptar bons hábitos de vida, nomeadamente no que diz respeito á actividade física. O exercicio dá à mulher grávida mais energia, reduz a fadiga, controla o aumento de peso, reduz o numero de cãibras musculares e dores de costas, e abranda o desenvolvimento de varizes. Por outro lado, favorece a auto-estima, diminui a ansiedade e ajuda na recuperação pós-parto.
No entanto, nunca se esqueça de consultar o seu médico antes de iniciar os exercicios.

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Descanso e recuperação..


Todos nós fazemos parte de um ecosistema e tudo o que colocamos no ambiente volta para nós através do que comemos, bebemos, respiramos e absorvemos pela pele..
Um estilo de vida equilibrado, incluindo uma alimentação nutritiva, exercicio regular (após a consulta da 6º semana de gravidez) e uma atitude positiva vai ajuda-la a manter a sua familia feliz e saudável.
Antes do parto, reserve 2 semanas para descansar e aumentar as suas forças e leite materno, comendo refeições saudáveis, e acumular os seus recursos internos para os meses que se avizinham.
Após o parto descansar de forma adequeda também é fundamental: vai ajuda-la a recuperar e a estabelecer ligação com o seu bebé.
Se tiver sorte de ter uma rede de apoio, peça ajuda no que precisar.
  • - marque um periodo fixo de descanso pós- parto para suavizar a transição para a maternidade e evitar problemas de saude.
  • - deite-se numa cama feita de lavado, com pijama de algodão..
  • - durma quando o bebé estiver a dormir em vez de tentar "aproveitar" o tempo.
  • - deite-se com o seu bebé encostado á sua pele e cante.. uma forte ligação facilita a amamentação e sono..
  • - olhe nos olhos do bebé quando este acordar.
  • - pare, feche os olhos, e faça uma respiração mais lenta e profunda. Este relaxamento vai ajuda-la a acalmar.
O DESCANSO é uma cura muito DESVALORIZADA na nossa sociedade frenética..
Faça-o sem culpa.

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Beneficios da Massagem

Métodos novos e inovadores para alargar o uso da estimulação táctil têm sido ultimamente aplicados nos EUA, apesar de existirem noutros países há muito tempo. McClure descreve a massagem entre pais e bebés como uma interacção carinhosa e calorosa, mais do que uma técnica de manipulação. A massagem infantil permite que os pais estimulem o seu bebé e o descontraiam, numa interacção reciprocamente agradável (Leboyer 1985).
Contactar com o bebé para alimentá-lo, pegar-lhe ao colo e tocar-lhe são comportamentos que promovem o crescimento emocional e as ligações entre os pais e o bebé. A massagem infantil integra vários elementos da criação de laços afectivos (contacto visual directo, toque, odor, comunicação verbal e biorritmicidade) num programa estruturado de interacção entre pais e filho (Evans 1990). A massagem infantil é frequentemente descrita como uma "dança" entre os pais e o bebé, durante a qual as pistas fomecidas pelo bebé são compreendidas, escutadas e respondidas de uma maneira que reforça a reciprocidade social.


Benefícios Psicossociais

Para o bebé
Criação de laços afectivos

Reforço da auto-estima
Reforço do sentimento de afecto Reforço do sentimento de confiança em si próprio
Reforço da comunicação

Beneficios no crescimento fisiologico/fisico

Melhoria da percepção do corpo Estímulo da circulação
Melhoria da digestão, que pode proporcionar ganho de peso
Redução dos sintomas de cólicas Coordenação do tónus muscular

Acalmia do sistema nervoso, indutora de um sono mais tranquilo
Melhoria da excreção
Melhoria da respiração
Aumento da actividade vagal

Redução do stress
Melhoria da função hormonal (ou seja, estimula as endorfinas, as serotoninas, as somatotropinas, a gastrina, a oxitocina e a insulina)

Estímulo da circulação linfática
Melhoria dos padrões de sono

Para o pai/mãe ..
Aumento da capacidade para perceber as pistas dadas pelo bebé
Reforço da confiança em si próprio
Aumento da intimidade

Reforço da comunicação
Desenvolvimento da confiança
Desenvo lvimento do respeito
Melhoria da sensação de bem-estar
Redução da tensão arterial Descontracção
Aumento da prolactina

Melhoria da saúde

Redução do stress

Transmitir Amor através do toque..

Tem-se demonstrado que acariciar por instinto, bem como falar com o feto enquanto este é massajado, produz um efeito benéfico para os pais e para o seu bebé. Massajar o bebé e falar com ele são maneiras que os pais encontram para exprimirem os laços afectivos que crescentemente os unem ao bebé. Está igualmente documentado que os fetos reagem ao reconhecerem o som das vozes dos pais, movimentando as pernas, os braços e a cabeça. Estas interacções precoces de amor estimulam os sentimentos de proximidade entre os pais e o bebé que ainda não nasceu.

A massagem pode ser um maravilhoso prolongamento do impulso natural que leva os pais a transmitirem amor e dedicação. E a estimulação pelo toque é a primeira via de contacto entre os bebés recém-nascidos e as pessoas que cuidam deles, experimentando o seu ambiente.

Nos últimos vinte anos registou-se um enorme crescimento da investigação sobre os beneficios do toque nos bebés, bem como sobre o papel da estimulação táctil como factor de melhoria da segurança da ligação entre os bebés e os seus pais. . Numerosos estudos permitiram demonstrar que a estimulação táctil é muito importante para promover o crescimento fisico, bem como a adaptação saudável das emoções e do comportamento.
Frederick Leboyer (1985) observou, a propósito dos bebés humanos: "Para um bebé, ser-se massajado é como alimento - alimento tão necessário como os minerais, as vitaminas e as proteínas." Estudos realizados em 1966 pela Dra. Ti:ffany Field, no Touch Research Institute (TRI), em Miami, no estado da Florida (EUA), permitiram comprovar que a massagem promove o crescimento nos bebés prematuros e nos bebés expostos a cocaína durante a fase pré-natal.

A criação de laços afectivos (bonding), tal como descrita por Klaus e Kennel (1982), diz respeito a uma "relação única, específica e duradoura no tempo, entre duas pessoas".
As ligações (attachments) são "laços específicos, duradouros e emocionais, cuja existência é de enorme importância para o processo de desenvolvimento da personalidade social" (Bornstein e Lamb 1992). Segundo Bowlby (1969), as ligações de intimidade com outros seres humanos são "o núcleo em torno do qual a vida de uma pessoa gira, ao longo de toda a existência e até à velhice".
Segundo Vimala McClure, autora do livro Massagem Infantil: Um Manual para Pais Afectuosos (1989), os bebés já nascem munidos de Ínstruções internas orientadas para o desenvolvimento. Tentam encontrar e procuram activamente interacções com as pessoas que cuidam deles e estas, pelas suas reacções, fornecem-lhes o modelo de "espelho" da interacção pessoal. São estas experiências que moldam a identidade do bebé e aquilo que sente sobre si mesmo.

segunda-feira, 23 de Março de 2009

O que fazem os bebés nas maternidades..

Num parto normal, logo que o bebé é expulso, segundo o pediatra e pedopsiquiatra Diudonné Volker, e se o bebé nasceu bem e se a mulher também se encontra bem, não há motivo para que não permaneça os minutos que sejam precisos em cima da barriga dela, evidentemente com o corpo resguardado, mas beneficiando da melhor fonte de calor que existe: a mãe.

Momentos irrecuperáveis que vão ser determinantes para a vinculação precocíssima entre mãe e filho, que tantos efeitos terá nos tempos seguintes. A mulher precisa de começar essa ligação e é também uma grande ajuda para o bebé, cujo ambiente físico e psicológico é completamente transformado em poucos segundos, com todo o stresse que isso acarreta.

Após o parto, a natureza faz aumentar a temperatura do peito e dos braços da mãe. E isto acontece precisamente para garantir que ele não arrefece e que pode começar a conhecer quem é a sua mãe – e, preferencialmente também o pai. Quando, eventualmente, tiver de sair do colo dela, irá muito mais sossegado e deixará também o casal mais tranquilo. O essencial é que, nesses preciosos primeiros momentos, o bebé não seja ‘roubado’ aos pais, sob pretexto algum. Nenhum profissional de saúde se deve outorgar o direito de querer aquela criança. Ela pertence aos pais e os pais pertencem-lhe a ela! (Mário Cordeiro)

Mas existem procedimentos essenciais: é o caso do teste de Apgar, imprescindível para avaliar de forma rápida e eficaz o estado da criança que acaba de nascer.

Determinar o sexo, nos casos em que ainda é desconhecido, e a observação de eventuais grandes malformações e uma primeira auscultação ao coração e pulmões são também intervenções que não dependem de nenhum posicionamento específico.

«Há que ter paciência para esperar e dar tempo à família. Tal não significa que não se procure fazer uma primeira avaliação, nem que seja à distância, e manter um olhar vigilante sobre a forma como o bebé se está a comportar», diz Diudonné Volker.

ASPIRAR OU DEIXAR CHORAR

As formas de proceder voltam a multiplicar-se quando chega o momento de avaliar outros parâmetros do recém-nascido. Existem enfermeiros e pediatras que, por norma, realizam a aspiração e a sondagem gástrica a todos os bebés. Outros avaliam o choro e a respiração e só depois optam pelos dois, por um ou por nenhum dos procedimentos. «É uma decisão que cabe ao profissional de saúde e depende de muitos factores, entre os quais a formação de base, as convicções técnicas e a experiência».

Por exemplo, Diudonné Volker não é adepto da aspiração em todos os casos - «existe um sistema de auto-limpeza das vias áereas que é muito eficaz na maioria das vezes», afirma – mas considera essencial garantir que não existe «uma malformação que impeça a comunicação entre a boca e o estômago», o que é realizado por sondagem.

Aspirados ou não, sondados ou não, todos os bebés que nascem no hospital ou na maternidade são, nos minutos que se sucedem ao parto, limpos do líquido amniótico e/ou do mecónio, através de lençóis e toalhas aquecidos, soro fisiológico ou água. Se existe risco de transmissão de doenças infecciosas, o recém-nascido é lavado antes de lhe serem ministradas gotas nos olhos e vitamina K. É aqui que Mário Cordeiro ressalva: «Os pais deveriam ser sempre informados sobre o que está a acontecer e ser-lhes pedida autorização para ministrar a vitamina e o colírio, não sendo confrontados com o facto consumado».

Antes de pesar, identificar e vestir o recém-nascido, o pediatra é chamado a realizar uma observação mais pormenorizada. O médico avalia o estado do sistema nervoso, explorando os reflexos do bebé; a configuração do abdómen e o posicionamento dos órgãos internos; a flexibilidade e a mobilidade dos membros; os órgãos genitais e a região anal. «Se houver necessidade de proceder a uma acção clínica imediata, como é o caso de cirurgias correctivas ou de emergência, os momentos que se seguem à limpeza do bebé são os ideais para o pediatra tomar uma decisão que pode fazer toda a diferença», afirma o pediatra Frederico Leal, que há mais de duas décadas e meia presta serviço no D. Estefânia.

Segue-se a identificação do recém-nascido, realizada através de uma pulseira de plástico, de cor rosa ou azul e – nas instituições que já possuem o sistema – a colocação de uma pulseira electrónica anti-rapto num dos tornozelos. A azáfama começa a acalmar na altura da refeição inicial do bebé e aí todos concordam : a agenda perfeita dos primeiros minutos culmina na mama da mãe!

A classificação de «Hospital Amigo dos Bebés» determina que, entre os primeiros 30 minutos e a hora de vida, seja feita uma tentativa de amamentar o recém-nascido, cabendo aos técnicos o papel de acompanhantes, formadores e incentivadores do processo. «Tal só não acontece quando a mãe está mesmo impossibilitada de o fazer, ou quando se mostra irredutível na recusa em dar de mamar. O suplemento é dado apenas em último caso, quando não existe nenhuma outra alternativa, e abandonado logo que possível»..
(Pais & Filhos Janeiro 2009)

Viver..

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destroi o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar..

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece..

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco",
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos..

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir de conselhos sensatos..

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de inicia-lo,
não perguntado sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe..

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos então!

Pablo Neruda

Obrigado mais uma vez Maria João.

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Amamentar também é ecológico...

Amamentar significa que o alimento do bebé não vai percorrer kms antes de chegar até ele, não há embalagens, nem necessidade de lavar com detergentes, nem a dependência de leite em pó feito por multinacionais, nem frigorificos, nem esterilizadores.. durante 6 meses ou mais.

O leite materno tem a mistura de nutrientes perfeita bem como a protecção contra infecções e poluentes ambientais. Os bebés alimentados com leite materno tendem a ser mais inteligentes, mais saudaveis, e mais resistentes a infecções e alergias. Também tem menos propensão a desenvolver diabetes ou sofrer de obesidade. Mesmo que amamente só durante um mês, a saúde do seu bebé estará protegida até aos 14 anos, em comparação com uma criança que nunca tenha sido amamentada.
As mães que amamentam também reduzem o risco de terem osteoporose, cancro da mama e dos ovários, e recuperam a forma mais depressa depois do parto.
A maioria das mães que desistem de amamentar dizem que gostariam de ter continuado por mais tempo mas que não tiveram apoio. O melhor é mesmo procurar ajuda e informação no seu centro de saúde, na maternidade ou em associações que disponibilizem apoio na amamentação.

O que fazer para ter mais leite?
Dar de mamar! Quanto mais o bebé mama, mais leite a mãe produz. A produção de leite acontece quando o bebé suga.
Descansar também ajuda..

Como amamentar?
A mãe deve estar confortável. Apoiar os pés, braços e costas. O uso de almofadas costuma ajudar. A posição do bebé também é importante. Ele precisa de estar de frente para o peito, bem encostado ao corpo da mãe... A pega do peito por parte do bebé também é importante para prevenir gretas. Deve abrir bem a boca, e abocanhar grande parte da auréola e não apenas o bico. Dica para o bebé abrir bem a boca: passe o bico do peito na parte que fica entre o nariz e a boca.

A chave para o sucesso da amamentação consiste na perserverança, na paciência e na força de vontade.
http://www.sosamamentacao.org.pt/
http://www.leitematerno.org/
http://www.llli.org//

domingo, 1 de Março de 2009


Educadora Perinatal... Finalmente.
Ricardo Jones
Zeza
Cristina
Luzia...
Obrigado pela Inspiração

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

“ Alimentar o bebé é apenas metade da tarefa. Aprender a comunicar com ele - toca-lo, agarra-lo, embala-lo, falar-lhe- e estar em sincronia com o seu comportamento é tão importante como alimenta-lo. “

( Brazelton , O grande livro da criança )

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Criar os filhos...

Texto de Tim Barnes

Só um homem duro consegue ser um pai terno
Uma das minhas mais antigas recordações do meu tempo de criança é estar em casa à espera que o meu pai chegasse do trabalho. Quando ele chegava à porta, pegava-me ao colo, atirava-me ao ar e dava-me aquele abraço especial de urso grandalhão. O meu pai era um homem afectuoso e esperava que os filhos lhe retribuíssem esse afecto.
Anos mais tarde, ao ter filhos meus, pensei que a paternidade fosse uma coisa que viesse naturalmente, devido à facilidade com que o meu pai lidara com ela. Mas para mim não houve nada de fácil. De certa maneira, a ideia de que os homens são secundários como pais, relativamente às mulheres, dominava a minha noção da criação dos filhos. Eu estava presente junto deles, para certas actividades, mas o essencial da criação pertencia à minha mulher.
Eu achava que os verdadeiros homens supostamente não deviam ser brandos. Os verdadeiros homens ensinam os filhos a jogar futebol. Eu acreditava que a criação dos filhos era uma actividade exclusivamente feminina. No entanto, à semelhança de muitos outros novos pais, em breve descobri que isto nada mais era do que um mito. E causou ­me surpresa descobrir que era capaz de aprender a criar os meus filhos.
Se estiver para ser pai, ou tiver acabado de ser pai, parece-me que algumas das indicações abaixo incluídas o ajudarão a enfrentar os desafios do novo papel que vai desempenhar .

1 - Nunca subestime o poder de um bebé
"Poder" não é simplesmente uma coisa para ser exercida por homens adultos. Existe sob várias formas. O homem é posto a enfrentar o mundo. Luta. Os verdadeiros homens vencem sempre. Infelizmente, há pouquíssimos modelos masculinos que simbolizem uma das aventuras maiores e mais poderosas que um homem pode ter - criar os seus filhos.
O impressionante acto natural que é o nascimento de uma criança consegue, por si só, fazer-nos sair de nós próprios e tomar-nos pessoas diferentes. Hoje não sou o mesmo homem que era quando vi pela primeira vez a minha primeira bebé. Nunca pensei que o simples acontecimento de ser pai viesse a mudar de maneira tão profunda o modo como me via a mim mesmo, tomando-se uma enorme força na minha vida.
De repente, aprendi a fazer coisas - coisas suaves, coisas sossegadas que nunca antes tivera a oportunidade de fazer. Por vezes, o inevitável processo da criação de laços afectivos coloca desafios ao nosso plano de vida masculino de maneiras que nunca sonháramos poderem existir.
Eu sabia que a nossa bebé seria pequena e dependente, mas não imaginava sequer que ela pudesse reagir ao meu contacto e que me procurasse para criá-la da mesma maneira que procurava a mãe.
A bebé não sabia que eu era um homem, nem que, supostamente, só começaríamos a relacionar-nos um com o outro quando ela aprendesse a jogar futebol. Manifestou desde muito cedo as suas necessidades

2 - Os novos pais precisam de aprender a criar os filhos
Tome a decisão de criar o seu filho e envolva-se intimamente no amor e cuidados que dá ao seu bebé. Tome essa decisão ANTES de ele nascer.
Depois de o bebé nascer irá ficar admirado com o seu envolvimento e com a receptividade que o seu bebé recém-nascido mostra ao estímulo especial do seu toque.
As necessidades da minha bebé recém-nascida colocaram-me perante desafios que tomariam a escalada de montanhas escarpadas uma coisa aborrecida e rotineira. Pouco tempo depois de a minha filha nascer, um dia a minha mulher foi obrigada a ausentar-se durante parte da manhã. Fui ao quarto da bebé porque ouvia-a a chorar. Levantei-a do berço e trouxe-a para a cama comigo. Foi uma das primeiras vezes em que estivemos sozinhos um com o outro e foi uma daquelas experiências pessoais curtas - mas intensas - pela qual todos os pais passam mas sobre a qual poucos homens costumam falar.
É verdade que não somos um sexo muito "táctil" e que, muitas vezes, nós homens temos medos subconscientes do prazer que sentimos ao sermos tocados. Muitas vezes transmitimos esse receio aos filhos e, como resultado disso, muitos homens têm medo de pegar ao colo nos seus próprios filhos e de brincar com eles.

3 - Os novos pais precisam de tocar muito nos seus bebés
Isso, tocar-lhes só porque é importante tocar-lhes. E não só quando é preciso mudar-lhes as fraldas. E não só quando o bebé chora. Não são precisos pretextos para tocar no bebé. Vá ter com o bebé, pegue-lhe ao colo e abrace-o - porque sabe bem fazê-lo.
A primeira vez que trouxe a minha filha para a cama comigo foi pouco antes de aprender a mudar-lhe a fralda. Segurei-a despida em cima do meu peito. Aconchegámo-nos debaixo dos lençóis. Era uma criaturinha cor-de-rosa que se meneava, sem sequer conseguer aguentar a cabeça direita. Careca. E durante quase todo o tempo, parecia zangada com uma ou outra coisa. Teimosa, mas também capaz de me dar a entender exactamente o que sentia. Sem aviso prévio, de repente parou de chorar. Entrara em território novo, que era preciso explorar. Tentou focar os olhos no que se passava em redor. Bom, isto não era de certeza a Mãe. Mas serve. Os pêlos no peito deixaram-na na dúvida, mas, vistas bem as coisas, acabaram por não importar: era alguém que a tinha ao colo. Caiu a dormir sobre o meu peito. Começávamos a conhecer-nos um ao outro.

4 - Ao novo pai: olhe que não vai ter um papel de menor importância na mente dos seu bebé
A verdade é que vai ficar surpreendido com a rapidez com eles passará a reconhecê-lo.
Este novo papel de "Pai" que acabou de assumir é muito importante. O seu nome vai subir alto na classificação e você vai tomar-se uma estrela.
Apesar do seu importante papel económico na maioria das famílias, já é tempo de o Pai assumir um papel mais importante no plano emocional.
E lembre-se: não importa se é rapaz ou rapariga. O sexo do seu filho nada tem a ver com as necessidades que tem em termos de criação. Os rapazes precisam tanto de estímulos como as raparigas. No princípio, o meu filho precisou tanto do estímulo da minha criação como a minha filha.

5 - Criar filhos dá trabalho!
Esqueçam-se da ideia feita de que criar filhos é uma actividadezita de: "gu-gus" desenvolvida pela Mãe, enquanto o Pai anda lá fora a ganhar o pão de cada dia. Criar um filho pode acontecer às três da manhã, quando o bebé acorda com dores de barriga. Quando a minha filha tinha um dos seus muitos desassossegos, eu segurava-a contra o meu peito, dentro de uma mochila macia, enquanto dançávamos e balouçávamos ao som de uma música de embalar durante algumas horas. Se não resultasse, passávamos para os Rolling Stones. Se, mesmo assim, ela continuasse a gritar, íamos dar uma volta de carro, para ela ver as vistas. Os médicos explicaram-nos que ela acabaria por superar o seu feito barulhento e resmungão. E assim foi. Ah, mas aquelas longas noites em branco ... Embalar, caminhar, andar de carro, balouçar, dançar, expectorar. Criar um filho pode ser difícil e dar cabo dos nervos - para não falar das relações. Só um verdadeiro homem é capaz de criar um filho.

6 - Aos novos pais: a criação dos filhos não acaba na infância
É apenas um começo. A parte mais difícil da criação dos filhos é provavelmente o momento de deixá-los partir. E, mesmo assim, também isso é criá-los. O meu filho passou por algumas fases clássicas de rebeldia. Mas eu continuo convencido de que ele tem sido capaz de superar a sua adolescência devido à maneira como foi criado. Apesar de toda a sua independência, não têm medo de precisar de mim, quando realmente precisa de mim.
Ser-se um pai capaz de criar os filhos é a coisa mais masculina que um homem pode alguma vez fazer. É preciso ser-se ousado, empenhado, um pouco louco e ser-se capaz de descer até cá dentro, ao nosso interior, e arrancar de lá o melhor que há em nós. A longo prazo, um pai toma-se mais valioso para o seu filho do que uma sala cheia de brinquedos caros.

Tim Barnes, pai e especialista em aconselhamento infantil, está actualmente a escrever um livro sobre o seu pai. Vive em Key West, na Florida.

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Método Kangoroo..

Uma forma possivel de acalmar o bebé, será pegar-lhe ao colo aconchegando-lhe a cabeça sobre o nosso peito - Toque Nutritivo.
Este método tipo canguro tem benefícios especialmente positivos em bebés prematuros, sendo bastante utilizado nas unidades de neonatologia, devido ao seu comprovado efeito tranquilizante e transmissor de segurança tão necessário para o desenvolvimento e recuperação nesta fase da vida do bebé.
Não há sitio mais reconfortante para o bebé a todos os sentidos:
- Olfacto - o cheiro familiar da sua mãe.
- Audição - o som familiar do batimento do coração da sua mãe.
- Toque - pele com pele, a pele do bebé tem sede e fome de contacto, de carinho. Na barriga tinha o contacto constante com a sua mãe.
- Temperatura - a pele da mãe tem a temperatura ideal e exacta para aquecer o bebé.

"Quando se trata de segurar um bebé ao colo, sejam as mães dextras ou canhotas, pegam nele com a cabeça colocada, preferencialmente, para o lado esquerdo. Porém, o estudo dos ruídos que atravessam a barreira placentária permite perceber o ruído cardíaco materno como aquele que, duma forma constante, dá um ritmo á relação com o feto. Talvez por isso, intuitivamente, as mães tenham percebido que essa audição teria um efeito calmante nos seus bebés. Mas, curiosamente, depois de estudadas as canções de embalar nas diversas culturas e povos humanos, para além duma coincidência curiosa evidenciam, nos aspectos formais e conteúdos, que elas se caracterizam por um compasso binário... tal como o cardíaco, o que talvez nos ajude a explicar a sua função calmante do ritmo para os bebés. " Eduardo Sá

Em vez dos tradicionais carrinhos para bebé, os baby sling ou porta bebé de pano, agora muito em moda tem mais beneficios, vantagens e são mais práticos.
Em Portugal já existem á venda, em todas as formas, feitios e cores.



terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

O choro do bebé...

Ao fim dos primeiros 3 dias de vida do bebé, a mãe é capaz de reconhecer o seu choro mesmo junto de outros bebés.
O empenho de pais e mães leva-os a serem capazes de reconhecer e distinguir os seus diferentes tipos de choro por volta das 3 semana de idade.
Para melhor compreender a mensagem do choro podemos usar outras informações como por exemplo: as expressões faciais, a linguagem corporal etc.
Aqui vão algumas descrições como é óbvio muito simplificadas, mas talvez consiga reconhecer nelas os choros do seu bebé:
Dor - Um choro de dor é um lamento curto, agudo e muito alto, seguido de um período de apneia (ausência de respiração) e depois outro grito. Este choro não cessa quando se conforta o bebé e se lhe pega ao colo. O rosto do bebé fecha-se, os braços e pernas flectem-se e apertam-se contra o corpo. Se este choro se prolongar e não encontrar de imediato a causa da dor e achar motivo de preocupação não se esqueça de procurar o médico.
Fome - É um choro com soluços contínuos, mas curtos. O choro é persistente e não muito alto. O bebé movimenta a cabeça de um lado para o outro e para a frente com a boca entreaberta á procura de biberão ou peito. Pode mesmo parecer que está a engolir o ar com o movimento dos lábios.
A sucção e ingestão de alimento são importantes para acalmar o choro e a ânsia do bebé em procurar algo para meter na boca.
Fadiga - Um choro ligeiro, quase um gemido, que vai aumentando de tom até se tornar num choro forte. Se o deitarem no berço ou o afastarem um pouco, o choro passa a soluço e acabar por parar.
Desconforto - É um choro mais fraco do que o grito de dor, mas com momentos de grande intensidade. Parece dizer que está incomodado com alguma coisa, pode ser frio, calor, posição.. Se lhe pegarmos ao colo para o tentar aliviar, o bebé pára de chorar.
Descomprimir ao final do dia - Este tipo de choro é muitas vezes confundido com o choro de desconforto ou de cólica. É um choro intermitente e muitas vezes ritmado que acontece depois de um dia agitado e muito cheio de imagens, sons e actividades. Para o acalmar, tente pegar no bebé, embalar, falar com ele.
  • Mas para compreender ainda melhor a "linguagem" do seu bebé, já existe em Portugal workshops da linguagem do bebé Dunstan. Resume-se a 5 palavras que traduzem: fome, cansaço, necessidade de arrotar, cólicas e desconforto. Priscilla Dunstan, uma mãe australiana, violinista e com um talento único de memória auditiva, conseguiu reconhecer padrões de choro no seu próprio filho. Ápós anos de observações e de estudos chegou-se ao reconhecimento de uma linguagem universal do bebé.
Dunstan Baby Language.
Para saber mais ir ao blog: http://linguagembebe.blogspot.com/

sábado, 31 de Janeiro de 2009

Descobrir o bebé..

Hoje em dia já sabemos que o recém nascido nasce com muito mais competências do que se julgava.
Relaciona-se de forma sofisticada com o meio ambiente através dos sentidos, concretamente a visão e audição, pelo que está a absorver informação do que se passa á sua volta.
Emoções:
3 meses - Há uma abertura ao que se passa á sua volta. A criança começa a desenvolver respostas e um interesse pelas pessoas, sorrindo ás que se aproximam.
5 meses - o bebé começa a experimentar emoções como surpresa, alegria e frustação.
10 meses - começa a seguir o olhar dos pais, no sentido de descobrir quais os seus interesses.
Descobrir-se um ao outro..
0/2 meses
Dê-lhe atenção, olhando directamente para o bebé, cantando, falando.
Obeservem juntos objectos interessantes.
Não o estimule demasiado, se o bebé desviar o olhar ou se mostrar cansado, não insista.
2/6 meses
Use toda a sua expressividade - sorria e fale muito.
Retribua sempre os seus sorrisos e barulhinhos.
Tente perceber o que o bebé está a tentar comunicar-lhe, conversando com ele.
6/9 meses
Brinquem com jogos simples, mas mexidos, ou olhando-se ao espelho em conjunto.
Descreva o que está a fazer e a ver durante as suas actividades diárias pela casa.
Deixe que o seu filho o entretenha com brincadeiras, ofereça-lhe aplausos e encoraje-o a repetir.
9/12 meses
Vejam livros infantis em conjunto.
Perceba e nomeie os sentimentos do seu bebé. (estás zangado..? estás contente..?)
Escute-o com atenção e, se possivel, siga-lhe o discurso.

sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

O sono do recém-nascido...

Apesar de toda a preparação prévia, os padrões de sono dos recém-nascidos são muito diversos. O bebé tem que recuperar da violência do parto, antes de poder restabelecer o ciclo de sono/vigília. Isso acaba por acontecer, mas esse ciclo vai sendo alterado á medida que o cérebro do bebé vai amadurecendo. Os novos espaços que rodeiam o bebé estão cheios de luzes e sons. Ele já não está protegido pelo conforto do ventre materno. Os movimentos repentinos dos braços e das pernas desencadeiam o choro, provocando a perturbação do recém-nascido e, frequentemente, dos próprios pais. Mas muito em breve o bebé irá adaptar os seus ciclos de sono ao dos pais - apesar de a estes parecer que tal momento nunca mais chega.

Existem 6 estados de sono e vigília nos recém-nascidos:
- sono profundo
- sono leve (REM movimento rápido dos olhos)
- estado de sonolência entre o sono e vigília
- estado de alerta (tranquilo) - altura ideal para a massagem
- agitação (pré-choro)
- choro

O bebé aprende a transitar de um estado de vigília para o sono e de novo para a vigília para se proteger da estimulação excessiva.
Se a actividade á volta dele for demasiado excitante ou aborrecida, pode passar a um estado que pode parecer sono. Este é semelhante ao sono "verdadeiro", com a excepção de que neste estado o bebé respira com maior profundidade e regularidade, tem os olhos cerrados e o corpo rígido. Quando os estimulos cessam, o bebé normalmente acorda. Isto mostra a capacidade de o bebé se proteger através do sono. Mas é preciso ter em atenção que este sono não é reparador, não é o sono profundo e tranquilo que o cerébro do bebé precisa. Daí que á noite talvez seja melhor dimunuir os estímulos do bebés, sejam sons, sejam luzes..

Agitação do fim do dia
Ás 3 semanas é provavél que comece a surgir a chamada agitação do fim do dia.
Muitas mães conseguem prever este período de choro irritadiço, porque o bebé começa a ficar agitado, excitado e muitas vezes inconsolável. Contudo, na maioria das vezes depois da agitação passar, o bebé dorme melhor.
Desde que os pais se certifiquem de que o ebebé não tem fome, não está desconfortavél ou não tem dores, podem deixa-lo chorar um pouco.. apenas para permitir ao sistema nervoso imaturo e sobrecarregado do bebé faça a sua "descarga". Depois de um episódio de choro como este, seguido de carinho e de arrotos frequentes, o bebé irá acalmar-se e dormir sossegado. É como se estivesse exausto e tivesse descarregado o sistema nervoso.
É uma fase que os pais devem tentar encarar com calma e naturalidade.
A capacidade de o bebé dormir depois deste episódio faz com que valha a pena passar por ele.

T. Berry Brazelton

sábado, 24 de Janeiro de 2009

II Congresso Internacional Humanização do Nascimento


12,13 e 14 de Fevereiro.
Hotel Sheraton Porto.

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Para pensar...

A função do professor/pais não é dar a faca e o queijo, é dar a fome.
É provocar. Depois de provocar, então pode ficar tranquilo que a criança descobrirá meios de encontrar o queijo.

A grandeza da educação é ensinar as crianças a pensar. A maioria dos problemas da sociedade resolvia-se se os individuos tivessem aprendido a pensar.

Desesperados por comunicar..

"Desde o primeiro dia de vida, que os bebés têm necessidade de comunicar e serem compreendidos. Um estudo da Dundee University demonstrou isso mesmo. A investigadora Emese Nagy fez o teste com 90 recém-nascidos. Primeiro, começou por rir-se para eles, olhando, falando e tocando-lhes. Depois, congelou a expressão e deixou de lhes responder. Os bebés começaram a ficar visivelmente stressados e muitos começaram a chorar. Quando a comunicação foi restabelecida, os bebés demoraram a entrar no jogo, mas lentamente, acabaram por se acalmar e voltaram a estabelecer contacto visual.

" Sentirmos que pertencemos a alguém é uma necessidade básica. Este estudo demonstrou que os recém-nascidos chegam ao mundo com uma forte sensibilidade aos outros. Eles nascem ávidos de se relacionarem, têm capacidades para se relacionarem e protestarem quando o outro está lá, mas não responde. "

Estes estudos podem ser importantes para a compreensão da saúde mental das crianças, uma vez que elas são, desde o primeiro minuto de vida sensíveis aos distúrbios da comunicação."

Pais & Filhos nº 217 Fevereiro 2009

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Quando eles crescem...












  • Bebés que gatinham:
- massajar quando bebé estiver tranquilo e receptivo.
- massajar parte do corpo que bebé prefere.
- usar canções e ritmos durante a massagem.
- adaptar massagem á posição do bebé.
- usar brinquedos e livros de tecido para os manter ocupados durante a massagem.
- tentar massajar na banheira.



  • Bebés que caminham (2 anos):
- usar as técnicas relaxantes e massajar antes de dormir.
- saber que a criança pode rejeitar determinadas areas.
- usar canções, rimas e jogos durante a massagem.
- a criança pode escolher a area a ser massajada.. perguntar como forma de permissão: "queres pernas ou braços hoje?"



  • Idade pré- escolar:
- contar histórias e estimular a imaginação durante a massagem.
- usar canções e rimas.
- deixar a criança escolher a area a ser massajada.



  • Idade escolar:
- usar histórias durante a massagem.
- deixar que seja a própria criança a contar uma história.



  • Adolescentes:
- respeitar a modéstia.
- nesta altura já podem ser usados oléos com essências.
- considere fazer massagem nos pés, mãos ou ombros enquanto vê um programa de TV.
- friccionar os ombros durante os trabalhos de casa.


O toque não é só importante nos bebés, mas sim ao longo de toda a nossa vida..Um adolescente que tenha crescido com o hábito de ser tocado/massajado pelos pais tem nesta altura, uma recepção muito mais positiva ao toque. Toque esse que aproxima e facilita a comunicação entre pais e filhos, tão necessária nesta fase da vida do adolescente.

sábado, 17 de Janeiro de 2009

Mãos que repousam..

Circula muita investigação e muitos estudos efectuados sobre os efeitos positivos da massagem em bebés prematuros.
Esses estudos têm demonstrado que são as mães/pais quem melhor reduz o desconforto dos seus prematuros. E basta apenas tocar. O bebé precisa de sentir a sua força e confiança.
Quando a pele do bebé é ainda muito frágil e sendo um bebé prematuro pode-se aplicar uma simples técnica: pousar as mãos. Basta ter ou aquecer bem as mãos e coloca-las sobre o bebé. Seja onde for... pernas, abdomen, peito, braços ou costas. Deixe que as suas mãos se sintam quentes e repousadas. E tente transmitir toda a sua energia de "cura" e relaxamento para o bebé. Acredite que ele sente. Isto pode começar a ser feito ainda no hospital. Depois de um choque para o bebé de sondas, agulhas e tubos, sentir o toque quente da mãe ajuda-lo-á a relaxar, a sentir-se mais seguro e a ter uma recuperação mais rápida.
No caso de bebés prematuros, sentir, transmitir e tocar, é uma magnifica expressão de carinho que contribui tanto para a recuperação fisica como psicologica, e tanto para o bebé como para os pais, que assim começam a conhecer melhor o seu bebé.

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Massagem Infantil na Pré Natal...

A cadeia de lojas Pré Natal, iniciou agora uma campanha onde podemos encontrar á venda, babygrows que indicam de modo simples e simpático a direcção das mãos, durante a massagem infantil: efectivamente, graças aos percursos a tracejado estampados, poderá visualizar o tipo de massagem que pretende efectuar e quais são os precisos movimentos - lentos ou rápidos.
Os desenhos estampados foram aprovados pela APMI, Associação Portuguesa de Massagem Infantil, à qual será destinada uma parte dos lucros obtidos com a venda destes artigos.
Podemos encontrar também o óleo biológico de amêndoas doces para massajar o bebé, formulado segundo a receita da AIMI, Associação Italiana de Massagem Infantil, e um CD musical com canção de embalar Ami Tomaké, para guiar os seus movimentos e acompanhar com uma suave melodia as carícias relaxantes.

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Pais perfeitos não existem..nem se querem..

Ser pai/mãe é um eterno aprender.

O importante é ter sabedoria e coragem para superar as dificuldades e tentar melhorar. Um bom pai, uma boa mãe conhecem-se a si próprios. Acreditam na própria capacidade e amadurecerem de uma forma sincera. Sermos pais é sermos humanos, compreendendo os limites que a vida nos coloca, mas nunca fugindo das oportunidades que ela nos traz.

Tentarmos sermos perfeitos para os nossos filhos não é o objectivo. Perfeição não existe, então porque os iludimos com uma com uma realidade não existente?

Não tem mal o nosso bebé de vez em quando ver-nos tristes ou cansados. Devemos tentar transmitir que, não faz mal de vez em quando, se lhe apetecer chorar, ou ficar triste ou zangado..Infelizmente, ao longo da sua vida vai ter desilusões e injustiças, devemos ensinar-lhes a lidar com todos esses sentimentos tão bem como lidam com a alegria, felicidade. E como eles melhor aprendem é com o exemplo. Com o nosso exemplo.
Se nos amarmos a nós próprios com as nossas qualidades e defeitos, os nossos filhos irão amar-se a si próprios com as suas qualidades e defeitos.
Devem saber lidar tão bem com o sucesso como com o fracasso. Porque vai ter disso tudo ao longo da sua vida.
As crianças lidam mal com pais que nunca se zangam disfarçando o mal- estar á custa de um esforço sobre-humano. Os nossos bebés pressentem as tormentas por mais que as queiramos esconder. A "perfeição" paterna e materna só lhes causa angústia, pois os nossos bebés também não são perfeitos e irão sentir que nunca poderão competir com essa "perfeição" dos pais, o que os deixarão sem espaço para exprimir os próprios sentimentos.

Dentro do razoável algumas zangas são inevitáveis e necessárias. Os nossos filhos precisam e agradecem os limites que lhes damos - fundação essencial para o seu equilíbrio psíquico, emocional e afectivo.

Contudo, disciplinar não é fácil!

O segredo consiste em encontrar um ponto de equilíbrio entre a gestão das nossas tensões e a forma como amamos e disciplinamos os nossos filhos.
Com intuição e bom senso.

Como massajar o bebé pode ajudar a mãe?

Massajar o bebé pode dar a uma mãe deprimida tempo de qualidade com o seu novo filho.
Pressionar e acariciar, até mesmo apenas brincar com os pés do bebé, pode trazer á tona os instintos maternais, ajudando a mãe a sentir as necessidades do bebé.
Quando o vê a reagir e a mexer-se durante a massagem, pode desenvolver um interesse e uma sensibilidade que levam a que os sentimentos de inutilidade e incapacidade sejam substituidos por um alegre desejo de se juntar ao bebé e de o descobrir. A massagem pode estimular a mudança para a maternidade, com o seu calor e intimismo a dominar o desespero, o dever e o negativismo. Assim que vir e sentir o bebé a reagir de forma positiva vai sentir-se mais capaz de superar tudo, e, mais importante do que isso, vai QUERER faze-lo.

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Como massajar pode ajudar o bebé?

O bem estar do seu bebé e a sensação de ser bem tratado serão sempre intensificados por um toque carinhoso, o que estimula uma ligação profunda.
Alivio de problemas digestivos, cólicas, prisão de ventre - Os bebés nascem com um sistema digestivo incompleto em termos de funcionamento e demora cerca de 3 meses até os músculos envolvidos na digestão se desenvolvam totalmente. A massagem ajuda a descontrair os músculos tonificando-os e ajudando-os a desenvolver alivando assim gases e a prisão de ventre.
Libertar tensão muscular - Qualquer tipo de tensão muscular num bebé irá provocar dor. O choro, cólicas, desconforto, stress.. tudo isto origina tensão muscular. A massagem ajuda e estimula o nosso corpo a libertar hormonas analgésicas chamadas endorfinas. Os movimentos lentos e ritmados podem acalmar as terminações nervosas, proporcionando conforto e aliviando tensão e dor. Quanto mais massagens fizer, mais as suas mãos se harmonizarão com o seu bebé, podendo agarra-lo e esticá-lo suavemente em áreas de tensão.
Regular padrões de sono - A massagem amacia os músculos e permite o fluxo de mais sangue enriquecido com oxigénio. Isto estimula uma respiração mais profunda e calma. O bebé pode não adormecer logo após a massagem contudo quando o fizer será um sono mais longo e profundo.
Melhorar respiração - Um nariz entupido quer dizer bebé rabugento e infeliz. Durante a massagem o oxigénio que circula no sangue aumenta assim como promove uma estimulação extra do sistema imunitário.
Melhorar circulação - Uma vez que os bebés passam muito tempo na posição horizontal, o fluxo sanguíneo para as extremidades pode ser limitado. A massagem irá ajudar a circulação e aquecer as mãos e pés do bebé.
Melhorar a pele - A pele do seu bebé cresce muito depressa. Um óleo orgânico de amêndoas doces ou de grainhas de uva ajuda a nutri-la, alimenta-a, hidrata-a.
Estimular sistema imunitário - A massagem estimula os movimentos linfáticos, isto significa que pequenos distúrbios, como tosses ou constipações possam ser mais facilmente afastadas.
Desenvolvimento de músculos e ossos - Os músculos e ossos são alimentados pelo sangue nutritivo que viaja pelos nossos corpos. A massagem ajuda nessa viagem. Com ossos e músculos fortes, o seu bebé vai ter mais coordenação dos membros e das mãos.

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Shantala


"Ser levados, embalados, acariciados, pegos, massajados, constitui para os bebés, alimentos tão indispensáveis, senão mais, do que vitaminas, sais minerais e proteínas.
Se for privada disso tudo e do cheiro, do calor e da voz que ela conhece tão bem, mesmo cheia de leite, a criança vai-se deixar morre de fome."
Frédérick Leboyer "Shantala- Uma arte tradicional de massagem para bebés"

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Livro de instruções - Programar modo dormir..

"Os recém nascidos não contêm um relógio interno capaz de distinguir o dia da noite. Por causa da sua necessidade quase constante de alimento, a maior parte dos modelos dorme com intervalos de duas ou de quatro horas, impedindo frequentemente o utilizador de dormir.
Estas caracteristicas não são defeito de fabrico e podem ser superadas com uma manutenção adequada. O horário de dormir do bebé pode ser influenciado pela fome, pelo crescimento e por perturbações ambientais. Do 2º ao 6º mês, o bebé necessita de menos sono do que durante o 1º mês. No final do 3º mês, alguns modelos dormem seis horas de seguida, por vezes á noite. Outros modelos só começam a dormir durante períodos longos á noite depois de 1 ano de idade. Nesta fase da vida, todos os modelos requerem um total de 14 a 15 horas de sono por dia.
Aos 7 a 12 meses de idade, o bebé deverá dormir durante períodos mais longos, á noite, sem interrupções. Esta evolução continua a ocorrer, porque o bebé necessita de comer com menos frequência e desenvolve ciclos de sono mais maduros.
O bebé pode vir programado com sinais que indicam que ele está pronto para entrar no Modo Dormir. Estes incluem esfregar os olhos ou puxar as orelhas. Se vir estes sinais, prepare-se para activar o Modo Dormir.
- Estabeleça uma rotina serena de ir para a cama, para indicar ao bebé que está na hora de se deitar. Esta rotina pode incluir um banho, uma história ou canções de embalar.
- Crie ambientes distintos para o dia e para a noite. Durante o dia, abra as cortinas, acenda as luzes e encha a casa de movimento. Á noite, esmoreça ou apague as luzes e torne a casa silenciosa e sossegada.
- Sempre que o bebé chorar, espere 5 minutos antes de voltar para junto dele (não se esqueça que os bebés precisam sentir que são "ouvidos" por isso não o deixe chorar por longos períodos de tempo). Pode pegar no bebé ao colo apenas para o acalmar e reconfortar, mas volte-o a deitar de novo. Reconforte-o (os bebés precisam de sentir a segurança da nossa presença, faze-lo perceber que estamos presentes, apesar de não estarmos no quarto), nem que seja verbalmente ou apenas pousar as mãos. Saia do quarto de novo explicando ao bebé que são horas de dormir. Se o bebé voltar a chorar, repita os gestos anteriores (as vezes que forem necessárias).
Dentro de 3 a 7 dias, o bebé deverá aprender a auto-activar o Modo Dormir. "
Retirado do livro "Bebé livro de instruções" de Louis Borgenicht, M.D. e Joe Borgenicht, P.A.I

Quantos de nós já não nos sentimos assim..?



segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Cólicas...?

Há pouco que se possa fazer para acalmar um bebé com cólicas, o que torna esta situação uma das mais frustrantes experiencias enquanto pais.
A cólica pode causar um choro prolongado e agitação. Normalmente aparece nas primeiras 3 semanas e dura até aos 3 meses.
A verdade é que é dificil perceber se a causa do choro é realmente cólica. Por vezes, erradamente, atribuimos cólicas a bebés apenas mais agitados.
A verdadeira cólica no entanto, apresenta-se com sintomas especificos:
- Choro inconsolável e intenso. A cara do bebé fica vermelha e fica dificil senão impossivel de acalmar e confortar.
- Choro previsivel, ou seja o bebé chora sempre á mesma hora, começa de repente e sem razão aparente e tanto pode demorar minutos como horas.
- Tensão fisica. Observar a linguagem corporal. Normamente os bebés com cólicas têm o abdómen tenso e duro, colocam as pernas juntos ao estômago, fecham os punhos e a sua cara mostra tensão e dor durante o choro.
Infelizmente não há medicamento ou cura milagrosa. Variando muito de bebé para bebé, o que resulta num pode não resultar noutro, ou o que resulta num dia pode não resultar no outro.
Aqui entra a paciência, o carinho, e o instinto de mãe.
Se o massajar na barriga não esqueça que deve ser sempre na direcção do peito para as pernas (de cima para baixo), ou em movimentos circulares sempre no sentido do ponteiro do relógio (do lado esquerdo para o lado direito se o bebé estiver virado para si), ou pode apenas colocar as mãos quentes sobre a sua barriguinha. Faça o que fizer importa é "ouvir" o bebé, e mostrar-lhe que está a ser "ouvido".
Importa manter-se calma e tentar relaxar. É uma fase do bebé. Vai passar.
E sempre que possivel peça ajuda. Se não a puder ter nesse momento, faça uma pausa nem que seja de 10 minutos, deixando o seu bebé num lugar seguro... apenas para respirar fundo e ganhar forças.

Vale a pena ver..

Site muito bom para acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebé In Utero:

http://www.parentingweekly.com/pregnancy/index.asp

Para acompanhar crescimento e desenvolvimento do bebé após o nascimento:

http://www.parentingweekly.com/baby/index.asp

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Natal..

Aproveitando a ocasião para desejar um feliz Natal a todos os bebés e crianças do mundo.

Ti-nó-ni..


Operação Nariz Vermelho

Milhares de crianças em Portugal, irão acordar numa cama de hospital este ano. Algumas estarão lá para tratamentos ligeiros, outras para procedimentos complexos e demorados. Muitas sentirão dor, tédio e solidão e o desejo intenso de voltar logo para casa. Todas experimentarão o medo.
Com o objectivo de transformar esta realidade tornando mais terna e feliz a experiência das crianças no hospital,a Operação Nariz Vermelho visita por ano mais de 27 mil crianças hospitalizadas em todo o país.Proporcionando através da arte do palhaço, momentos de alegria e descontracção para as crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde.

Para mais informações como ajudar consultar http://www.narizvermelho.pt/

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Choro..

Uma tarefa importante para os pais assim que o bebé nasce é identificar os diversos tipos de choro do nosso filho.
O choro é um comportamento universal e de adaptação e a forma mais eficaz que o bebé tem de se exprimir e comunicar.
Identificar o que o nosso bebé nos está a tentar comunicar leva o seu tempo. Contudo, facilita saber que há pelo menos 6 tipos diferentes de choro: dor (ex; cólicas), fome, desconforto (ex; frio, calor, fralda, mudar de posição), aborrecimento e descarga emocional (normal descarga de tensão acumulada durante o dia).
Quando o bebé chora, nós enquanto pais sentimos automaticamente que temos que responder, e confortar-lo. Mas ajuda para detectar o problema, observamos primeiro..
Tentar observar o seu choro, observar a sua linguagem corporal, e observar os esforços que o bebé esteja a fazer para se acalmar a si próprio (como por exemplo levar a mão á boca e chuchar no dedo). Tendo em atenção em não demorar muito tempo em consola-lo, pois pode ser um choro para chamar a atenção e o bebé sentir que não está a ser "ouvido" e sentir-se "abandonado".
Mas estas obervações são importante na medida em que, podem ser uteis mais tarde para compreender o choro.
Os pais, em vez de responderem ao enorme instinto de parar com o choro do bebé, podem aprender o objectivo mais realista de o ajudar a acalmar-se a si próprio e recuperar o controlo.
É algo que se aprende gradualmente e com o tempo saberão o que resulta e quando é que o bebé precisa de tempo para se acalmar sozinho.
Contudo é um processo a longo prazo.. conhecer o nosso bebé. Todos cometemos erros. Aprende-se mais á custa destes do que á custa dos sucessos.
Como tudo na vida..

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Mundo Melhor...?


Mimar foi palavra proibida durante muito tempo. Hoje sabemos melhor. Hoje temos um conhecimento mais aprofundado sobre a psicologia do bebé.
O bebé é um ser em miniatura, com um potencial imenso de competências emocionais e afectivas. Quando nasce já traz consigo uma vasta aprendizagem adquirida na sua curta vida intra-uterina. O pequeno ser sente a mãe atráves das paredes do útero, o que permanecerá na sua memória como uma sensação reconfortante.
É na gravidez que começa a primeira "vinculação" entre mãe e filho. Para se adaptar ao novo mundo, cheio de ruídos e luzes, cheio de experiencias novas e assustadoras, o bebé precisa da presença segura e constante da mãe, que não sendo possivel, de um outro cuidador com quem possa desenvolver uma relação carinhosa e consistente.
Quando a mãe sente prazer em estar e cuidar do seu filho, o bebé em resposta, mama, palra, sorri e espreguiça-se com prazer. Ou seja, sente-se amado na pele.
Este amor é desencadeado e fortalecido por factores biológicos potenciados por "três modalidades de estimulação materna: o movimento que embala o bebé, o toque ou contacto fisico e o uso do olfacto. Veja-se o exemplo da amamentação: o toque, o cheiro, o movimento e o sabor integram-se nesse acto tão simples e ficam registados no cerebro do recém nascido como uma sensação de profundo prazer em que o conjunto se torna maior do que as partes."*
Outros comportamentos maternos ajudam a vinculação, como por exemplo o uso do pano, para manter o bebé junto do seu corpo (costume antigo em algumas culturas), confortar o seu bebé sempre que chora e acarinhar sem limites.
Boas vinculações, e relações saudáveis entre mães e filhos seria o ideal para um MUNDO MELHOR, uma sociedade onde todos tivessemos tido padrões positivos de relação através da relação com os nossos próprios pais, poderia mudar por completo a face do mundo. Talvez possamos começar por uma boa informação a esse respeito. Uma vinculação precoce pode influenciar o padrão futuro dos relacionamentos ao longo da vida de criança, de adolescente e de adulto do bebé.
Vários factores podem influenciar ou mesmo impedir essa vinculação por parte da mãe: depressão, parto dificil, ou mesmo a sua história pessoal com a sua própria mãe. Mas como diz o psicologo Eduardo Sá "há sempre caminhos para conquistar o instinto maternal". Ás vezes basta apenas o contacto diário, olhar e admirar o bebé.. e esperar por essa fonte inespereda de afecto.
*Artigo para nos fazer pensar e ler na integra de "O primeiro ano. Guia práctico - Pais & Filhos - Edição Anual 2008/2009.

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Nossa herança..

Como mãe, sei como a falta de tempo por vezes nos impede de pensar nisto.. Em fraldas mais ecologicas.. atrevo-me até a dizer em fraldas de pano?
Claro que é tão mais fácil, pôr.. tirar.. lixo. Pronto.
Na nossa vida, no nosso dia a dia, temos todos os minutos contados e os poucos livres que nos restam queremos passa-los a brincar, a "estar" com os nosso filhos.
Mas é mesmo por eles que talvez devessemos considerar as alternativas ás fraldas descartaveis. Até porque, apesar de as alternativas serem um pouco mais caras, acabam por economizar no final. Normalmente uma criança irá usar fralda até aos 2/3 anos.
Porque não, juntamente uma conta-poupança, com propriedades e objectos, deixarmos como herança aos nossos filhos, aos filhos dos nossos filhos, campos onde correr, terra onde se sujar, arvores onde possam trepar, flores que possam apanhar, sitios onde a natureza nos brinda que possam visitar.. porque não nutrir a terra também?
Mais informações sobre fraldas de pano/ecologicas: http://www.naturkinda.com/

domingo, 30 de Novembro de 2008

Humor...


APMI

Em 2000, Anne Burgi foi a Londres fazer o curso de instrutora de massagem infantil.
Chega assim pela primeira vez a Portugal, o programa e método de Vimala McClure.
Em 2001, foi a vez de Maria João Alvito ir a londres fazer o mesmo curso.
Ambas foram pioneiras e deram inicio ao projecto Associação Portuguesa de Massagem Infantil.
Em 2002, estiveram em Budapeste no Encontro Internacional da IAIM, e formalizaram o núcleo português. Em 2003, legaliza-se a APMI.
Devo por isso agradecer á Angela Subtil (Presidente da APMI) e á Maria João Alvito.
Maria João Alvito foi a minha formadora. A sua paixão e dedicação a esta causa transmite-se aos seus formandos. Devo-lhe agradecer por me ter inspirado.
Obrigado Maria João.

Porquê o toque?


O tacto é o primeiro sentido a desenvolver-se in utero, e o último a desaparecer ao morrermos. É o único sentido sem o qual não podemos sobreviver. Já tentou imaginar-se sem o sentido do tacto?
Durante a massagem pais e bebés consolidam as ligações de confiança e segurança que são tão importantes para o seu desenvolvimento futuro.
- Pais conhecem melhor o seu bebe.
- No contacto fisico proximo os pais fornecem a temperatura exacta que um recem nascido precisa.
- Contacto pele com pele promove sentimentos como carinho, amor e empatia.
- Ajuda os pais a relaxar.
- Comunicar através do toque é uma linguagem que o bebé pode facilmente entender.

"Se aprendermos algumas técnicas de massagem infantil, as nossas mãos podem fazer milagres: Acalmar choros, afastar medos, acabar com as dores, evitar doenças. E fazer um bebé feliz." Revista Pais & Filhos Maio 2005 nº 172

sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Que óleo usar na massagem?

Na massagem do bebe, recomenda-se a utilização de um óleo vegetal prensado a frio, de preferencia desenvolvido organicamente.
As vantagens são:

- Contém vitaminas E,A,B1,B2,B6 e cálcio que irão ser absorvidas pela pele. Sendo reconhecidos como alimento para pele e corpo.

- Sem odor, podem assim os bebés benificiar do cheiro natural dos seus pais.

- São comestiveis, pois é natural que durante a massagem os bebes coloquem a mão á boca.

- Nutrem a pele e permitem que esta respire.

Alguns exemplos são: o óleo de grainhas de uva, amêndoas doces, alperce, sesamo, jojoba etc..

Podem ser experimentados vários tipos de óleo para encontrar aquele que melhor se adequa ao seu bebé.

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

IAIM

A Associação International de Massagem Infantil foi fundada por Vimala McClure (natural do Colorado EUA). Embora a Massagem Infantil já exista há muitos anos em muitas culturas, gerações e países, Vimala foi a primeira pessoa a organizar um programa profissional que integra técnicas de Massagem Indiana, Massagem Sueca, Yoga e Reflexologia.

Em 1977 Vimala escreveu o livro Infant Massage, a Handbook for Loving Parents.

Nos anos 80, na faculdade de medicina em Miami, sob a direcção de Tiffany Field, criou-se o TOUCH RESEARCH INSTITUT, centro que a nível mundial dirige e orienta programas de investigação na aréa de estimulação táctil.

Em 1992, a IAIM tornou-se uma organização internacionalmente estabelecida com associações em países por todo o mundo.

"Acredito que os bebés são seres humanos conscientes que merecem respeito, carinho e calor, e acima de tudo, um coração atento. Quando ouvimos os nossos bebés com os nossos corações, descobrimos tudo aquilo que quisermos saber." Vimala McClure.

terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Shantala


Shantala é uma técnica de massagem desenvolvida por Frédérick Leboyer, médico Francês de renome internacional, que fotografou a sequência completa de uma técnica milenar empregada por uma jovem mãe que massajava tranquilamente o seu bebê numa rua da Índia.
Shantala, nome da jovem mãe, fundiu-se com o nome da própria massagem.
Quando a observamos comunicando o seu amor e força ao filho através da linguagem primal do toque, aprendemos que nas primeiras semanas e meses após o nascimento podemos usar os harmoniosos ritmos da arte da massagem em bebês para lhes comunicar nosso amor e força.

Curso de Massagem Infantil para Pais

Dou cursos de Massagem Infantil para pais:

Local: Ao domicilio (região do porto)

Duração: 4 a 5 sessões semanais de 60 minutos

Material: será facultado por mim, uma amostra de um oleo vegetal utilizado na massagem, algumas fotos e imagens de massagem infantil para orientação futura e material escrito sobre a massagem a bebés.

Pais: apenas tem que ter um local agradavel e confortavel onde massajar o seu bebe, toalha ou manta para o envolver, e disponibilidade para passar tempo de qualidade com o seu filho, para o ouvir, para o perceber...

Bebés: Dos 0 aos 12 meses.

Instructor: O instructor nunca massaja o bebe, apenas e somente os seus pais. Cada bebé e cada mãe/pai é unico. A missão do instructor é promover o toque nutritivo, o tempo um a um, e transmitir técnicas de massagem segundo a IAIM.


Contacte-me.
neuforge.sofia@gmail.com

Um elo entre pais e filhos

O "toque" é a primeira forma de comunicar com o bebé, os pais instintivamente tocam o seu bebé para o conhecer melhor, esta será a base do seu desenvolvimento, por isso é tão importante...

Beneficios da Massagem infantil..

Interacção.. Estimulação.. Alivio.. Relaxamento..

. Facilitar Alivio de cólicas
. Facilitar Sono do bébé
. Facilitar Circulação
. Equilibrar Sistema Imunitário
. Estimular 5 sentidos
. Aumentar o vínculo pais/bebés
. Diminuir a ansiedade dos pais/bebés
. Diminuir hormonas de stress
. Favorecer libertação hormona de crescimento
. Melhorar condição da pele
. Ajudar na maturação do sistema nervoso
. Relaxar e tonificar
. Promover segurança parental

Mais informações aceder a http://www.apmi.org.pt/ (associação portuguesa de massagem infantil, membro da IAIM http://www.iaim.net/ )